Projeto Pegadas Exchange 2026 encerra a 1ª etapa do intercâmbio socioambiental entre jovens do Brasil e Portugal
28/05/2026Encontro final reuniu estudantes, educadores e parceiros institucionais para apresentação de soluções sustentáveis, construídas ao longo do intercâmbio internacional, que se preparam para a etapa 2.
São Sebastião (SP), maio de 2026 — O Instituto Supereco, em parceria com o Laboratório da Paisagem de Guimarães, em Portugal, realizou na última segunda-feira (25/05) o encerramento da 1ª etapa do Projeto Pegadas Exchange 2026, iniciativa de intercâmbio ambiental e cultural que fortalece a conexão entre países por meio da troca de conhecimentos, experiências e práticas voltadas à conservação ambiental e à sustentabilidade nos territórios lusófonos.

No Brasil, a ação conta com o apoio do projeto Tecendo as Águas: serra, terra e mar, iniciativa do Instituto Supereco desenvolvida em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e a Prefeitura de São Sebastião.
Participaram do projeto alunos da turma 8ª A da Escola Municipal Walfrido Maciel Monteiro, localizada no bairro Morro do Abrigo, em São Sebastião (SP), que realizaram encontros online com estudantes da Escola Básica EB 2,3 do Vale do Torcato, de Guimarães, Portugal. Além das atividades virtuais, os jovens participaram de ações presenciais conduzidas por educadores ambientais locais para compartilhar suas realidades e discutir soluções para desafios socioambientais enfrentados nos dois municípios.
O encontro virtual de encerramento, que aconteceu no dia 25 de maio, reuniu equipes docentes e alunos das duas escolas parceiras, representantes do Instituto Supereco, Prefeitura de São Sebastião, Transpetro, Instituto Voz dos Oceanos, Laboratório da Paisagem de Guimarães e autoridades governamentais, privadas e organizações parceiras sediadas em Portugal, reforçando a importância da atuação em rede para a construção de soluções socioambientais colaborativas na Década do Oceano e na Agenda 2030.
Na ocasião, os estudantes apresentaram seus Planos de Ação para colocar em prática as soluções sugeridas pelos colegas do outro país, como também atrair recursos com parceiros e investidores para a etapa 2, que é a implementação dos Planos em cada cidade e território. Toda colaboração será bem vinda para apoiar os jovens brasileiros!
O Pegadas Exchange 2026 proporcionou aos estudantes a oportunidade de conhecer novas culturas, modos de vida e diferentes contextos ambientais, estimulando o olhar crítico sobre os desafios de seus territórios e incentivando a construção coletiva de soluções sustentáveis para o curto, médio e longo prazo.
Durante o intercâmbio, os participantes brasileiros debateram temas fundamentais relacionados às suas comunidades, como a gestão inadequada de resíduos, a necessidade de comunicação e formação sobre riscos de desastres naturais, os impactos da poluição marinha e as dificuldades econômicas de renda enfrentadas pela comunidade pesqueira caiçara.
Entre as soluções apresentadas pelos estudantes para São Sebastião, Brasil, estão ações de mobilização comunitária, criação das EcoBrigadas do Morro, instalação de ecopontos inteligentes, campanhas educativas, fortalecimento da pesca sustentável com um Selo, mutirões de limpeza costeira e iniciativas de valorização da cultura caiçara e da conservação marinha. Para Guimarães, Portugal,as soluções estão voltadas à mobilidade sustentável com um aplicativo de carona solidária GuiaGo, uma Moeda Social, intervenções educomunicativas em espaços de cursos d´água prevenindo a poluição e apresentando resultados, além de uma trabalho intergeracional entre jovens e idosos para criar a cultura da sustentabilidade e valorizar saberes e cultura dos antepassados.
Foram sete encontros ao longo de três meses, que iniciaram com apresentações dos municípios, a economia, arquitetura, com vídeos e fotos das duas cidades, e três problemas ambientais a serem avaliados, com proposição, ao final do projeto, de soluções inovadoras pelos jovens para aquele outro país. As instituições executoras no Brasil e Portugal estão engajadas para apresentar os produtos do trabalho da juventude e as necessidades operacionais e financeiras para possíveis parceiros e poder público local, visando a efetivação das ações após o intercâmbio.
Segundo Andrée de Ridder Vieira, presidente do Instituto Supereco, o projeto reforça a importância da educação socioambiental aliada à troca de experiências entre diferentes culturas. “O Pegadas Exchange mostra aos jovens que os desafios socioambientais são globais, mas as soluções podem nascer das realidades locais, da escuta, do diálogo e da cooperação entre comunidades. Ver estudantes do Brasil e de Portugal, construindo juntos propostas sustentáveis sem conhecerem seus territórios, é a prova de que a educação transforma, quando ela oferece oportunidades de fortalecimento do protagonismo juvenil, com voz e vez para agir”, destaca.
Com foco em educação socioambiental, fortalecimento comunitário e mobilização social, o projeto também contribui para a promoção de recuperação ambiental, turismo sustentável, economia circular e ecoempreendedorismo, impactando milhares de pessoas e fortalecendo a construção de territórios mais sustentáveis e resilientes.
Todos os estudantes participantes do Pegadas Exchange 2026, no Brasil eceberam certificados de conclusão pela participação nas atividades do intercâmbio desta 1ª etapa, como valorização desta formação e para futura inserção em mercados de trabalho.
A iniciativa integra a Aliança de Cooperação Internacional pela Mata Atlântica — uma articulação formada pelo Instituto Supereco, pelo Laboratório da Paisagem de Guimarães (Portugal) e pelo Instituto Pró-Muriqui. Instituída em 2024, a Aliança promove a conexão entre países e o intercâmbio de conhecimentos e práticas, com o objetivo de fortalecer ações colaborativas voltadas à conservação da Mata Atlântica.