A segurança hídrica para as cidades sustentáveis no Brasil

23/03/2026

Falar de segurança hídrica significa promover cidades seguras e resilientes. Essa foi a tônica da palestra que a presidente do Instituto Supereco, Andrée de Ridder Vieira, proferiu no Rotary Santos, na última terça-feira (17/03/25).  Ela contou do Projeto do Instituto Supereco “Tecendo as Águas: Serra, Terra e Mar”, realizado em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, na promoção da educação socioambiental, da cultura oceânica e da mobilização social nos territórios costeiros até a economia circular e geração de renda.

Para construir cidades sustentáveis é preciso olhar para o território como um todo: serra, mar e terra, pontuou a presidente do Instituto Supereco. “Quando compreendemos essa relação, conseguimos proteger os recursos naturais,  planejar cidades mais resilientes, seguras e com a prosperidade dos serviços ambientais do território”. “Construir o futuro depende de uma ação coletiva no presente. A transformação acontece quando diferentes setores da sociedade se unem para cuidar da água, da natureza e das cidades. Podemos juntar um oceano de gente por essa causa”, destacou.

Andrée explicou que dos 2,5% da água doce de fácil acesso no mundo, menos de 1% é própria para o consumo e que uma das grandes questões no Brasil é a falta de saneamento básico: foram gastos 174 milhões só no SUS com internações relacionadas à falta de saneamento básico e a quantidade de esgoto despejada na natureza correspondeu a 1 milhão de piscinas olímpicas, somente em 2024. Hoje somente 61,1% das crianças brasileiras têm acesso adequado ao saneamento, o que afeta seu aprendizado. São cerca de 7,2 milhões de crianças sem esgotamento sanitário. 

A notícia boa é que o Brasil detém uma das maiores reservas de água doce mundiais, tanto na superfície, quanto nos subterrâneos e toda a costa litorânea, de extensão continental. Mas é necessário virar a chave na cultura que há abundância, para a proteção de nossos mananciais e prever o risco de escassez. “É importante que os diversos setores se mobilizem em ações que gerem impacto positivo na sociedade, como a educação, soluções ambientais, regeneração de ambientes, gestão integrada de resíduos e parcerias com a iniciativa privada, que viabilizem mudanças reais e sustentáveis”, concluiu Andrée.